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O Remmelento Humano
 

 

O Remmelento Humano
ANO 4 Número 40 Um jornal que a “Rê”, a “Pri” e a “Tati” acham que é “t-u-d-o-d-e-b-o-m” !
Editorial
O mais pesado dos pesos, o pesadelo apesar da luz, o lapso momentâneo que queremos esquecer atende pelo nome de manhã de segunda-feira. Nela é possível ver um exército de homens e mulheres caminhando bovinamente ao encontro de suas correntes na mais acabada e explícita expressão da servidão voluntária. Tiveram todo o tempo do mundo, dois dias inteiros de euforia grosseira, onde as taças brandiram em nome de uma arrogância temporária e pueril. Agora, de volta às trevas, tentam se conformar com seu fardo e sua sórdida condição. Peão, baiano, zé arrruela, abraça seu carrasco e dê graças a Deus por suportar o peso da semana que se inicia.

Nesse momento de dor e contrição, somente um murmúrio em forma de oração pode acalentar o passo lento à caminho do cadafalso.

Ó Nossa Senhora da Pegada

Cubra-me com seu santo e poderoso véu

Para que meus inimigos não me vejam embaçando na Internet

Usai vossa mão poderosa e protetora

Para afastar de mim toda lesera

E aquela nhaca de depois do almoço

Iluminai meu caminho por entre as trevas do expediente

Conduzindo-me vivo até as cinco e meia

Perdoai a feijoada, o churrasco e os porres

E livrai me do gosto de corrimão de escada rolante na boca

Rogai, implorai, suplicai pela chegada da sexta feira

mas acima de tudo e para todo o sempre

Trampai por nós.

Amém



Escrito por Remmelento Humano às 22h13
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A "pegada" é este jeito de ser, de influir no mundo. Originária da nobre arte de jogar como um volante de contenção, ter "pegada" significa ser incisivo, entrar com firmeza na jogada ou, num resumo rápido, ser duro mas leal. Ter a "pegada" é agarrar o trampo pelos chifres e combater o bom combate, vencendo-o por imposição de uma natureza contrária. O monstro tedioso do trabalho será enfim vencido dentro de suas próprias regras. Cumprindo horário, entregando a documentação e adulando o usuário, o guerreiro passou por, ou melhor, ultrapassou, sua principal prova: Fazer o seu trampo mesmo com toda sua força sendo sugada por uma má vontade avassaladora.

É preciso ter "pegada" para em plena segunda-feira encarar uns perfis de autorização pela proa. Dobre o grau da "pegada" se precisar validar um cenário com usuários colombianos. Triplique o tom se tudo isso ainda por cima precisar ser feito via teleconferência. Quem tem a "pegada" passa por cima de todas estas evidências do fracasso. Não tem bola perdida, carrinho por trás é só mais um recurso 'um pouco menos luxuoso” de se fazer o que é nosso dever. Você conhece o cara ou a mina que tem a “pegada” quando você vai numa reunião. Quem tem a “pegada” não participa de reunião. “Causa geral” na reunião. Não deixa passar nada de boa e, principalmente, não deixa ninguém sair da sala sem nada para fazer.

No pólo oposto, situa-se a imensa legião formadora de um numeroso exército: “A turma do Veja Bem”. Com o regulamento debaixo do braço e arrastando-se morosamente pelos cantos qual lesmas preguiçosas, a “turma do Veja Bem”, como o próprio nome sugere, é o que há de mais arrojado em matéria de postergação de trabalho. Sua origem é um tanto quanto incerta. Alguns dizem ser de origem norte-americana, numa derivação de um grupo chamado “The Fantastic and Unbelievable Postponing Group”. Corrobora esta tese o fato desta turma praticar o mais difundido preceito da seita: a arte do “body-out” popularmente conhecida como “tirar o corpo fora”. Já para outros, que insistem em cultivar a analogia futebolística, trata-se da turma "do chinelinho". Aquele pessoal que pensa ter alcançado o ápice e se esmera em apenas esperar que o juiz apite para ir para casa. Diz-se a boca miúda que estes nem suam a camisa depois do jogo.



Escrito por Remmelento Humano às 22h13
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As técnicas não são novas. Por exemplo, quando um dos membros da seita vai a uma reunião (e se o sujeito foi é por que esgotou todas as possibilidades de fuga, que vão até as raias do esperneio) porta-se como o mais educado dos presentes. Cede todo o tempo do mundo aos demais. Cederia mais se mais tempo houvesse. Fixa o olhar em todos os falantes com uma hipnotizante expressão de atenção. Faz anotações aleatórias e esquemáticas que o tornariam bem próximo de um gênio caso um dia todo aquele acumulado de garranchos fizesse algum sentido. Assim, aos olhos dos presentes, trata-se de um sujeito compenetrado e observador, quando na verdade em sua cabeça uma única certeza reverbera: “O aspargo é uma planta da família das Liliáceas da qual se comem os rebentos novos”. Deste transe de conhecimento e contemplação, ele só sairá em duas ocasiões: Se alguém lhe impingir uma tarefa ou lhe perguntar o que ele pensa a respeito de qualquer coisa. Para ambas situações a resposta iniciará com o mesmo mantra:

- Veja bem....
Deste ponto em diante, toda a sorte de sandices, descaramentos, disparates, parvoíces, ignomínias, desatinos, tolices e desvarios serão usados para, cândida e sistematicamente evitar o mal maior que é sair da reunião com alguma atribuição. Fora das sufocantes salas de reuniões, “a turma do Veja Bem” se amarra num e-mail. É a melhor maneira de se simular um trampo ao mesmo tempo em que se divertem. Isso só é verdade se o adepto dominar as técnicas da ferramenta principalmente, aquela que trata de evitar o envio da confirmação de leitura. Deste modo, enquanto ganha tempo dizendo que não leu nada é possível submeter os emails a um tempo adequado de maturação. Este tempo, que varia de cinco dias a um ano, é o tempo necessário para que o problema resolva-se por si só ou, melhor, que algum otário tenha abraçado a causa.

Mas não vai aqui nenhum juízo de valor acerca destes dois modos de vida. Eles podem conviver em perfeita harmonia no eco-sistema corporativo. Como em tudo no mundo, tudo é passível no âmbito da nuance. Desde a "pegada seca" aquela capaz de jogar o lateral para além das placas publicitárias até a "catatonia profunda" representada pelo grau zero de atividade, ou seja, a falta de vontade de pelo menos mover o mouse. Também os papéis podem misturar-se de quando em vez e tornar bastante possível que um notório detentor da “pegada” tenha um final de semana dionisíaco e, no desespero da rebordosa animal da segunda-feira, tenha que adotar o body-out mesmo que temporariamente. Muito embora, o contrário, até agora, eu ainda não vi acontecer.

O Editor Chefe

P. S. – Não perca neste periódico sem período, a estréia do Repórter Remmelento sob a batuta do talentoso Alberto Oshima.



Escrito por Remmelento Humano às 22h13
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Editorial II

 

Estranhos hábitos

 

Nestas andanças pelos projetos da vida pude notar a quantidade de hábitos estranhos que as pessoas possuem. Posso me incluir nesta lista também, afinal nunca quis ser alguém muito diferente dos demais animais que habitam esta tão vasta e rica fauna.

Estes hábitos até podem ser explicados por definições patológicos, pois de uma hora para outra, uma doença chamada TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) passou a ser extremamente popular e se tornou chique dizer-se possuidor de tal moléstia, principalmente depois que Roberto Carlos e Luciana Vendramini assumiram publicamente que a tinham. Pode até ser, mas eu acho mesmo é que as pessoas têm um grau de falta de noção muito grande, que variam de acordo com a discrição de cada um, ou seja, todos têm uma grande falta de noção, porém alguns, ao menos, não revelam isto ao mundo.

Eu tenho vários hábitos estranhos e, destes hábitos, um que acabei de perceber ao digitar este texto, é o quanto me irrita estes sublinhados tremidos, em verde ou em vermelho, que o corretor ortográfico insiste em colocar embaixo das palavras desconhecidas, com erros ortográficos ou com erros sintáticos. Mas o estranho é que, ao invés de acabar o texto antes e depois ver do que se trata, ou desativar o verificador automático, eu prefiro ficar xingando o editor de texto e voltando para cada palavra recém-sublinhada por um destes malditos e chatos ‘traços’ do inferno que em geral fazem correções equivocadas ou ficam tolhendo a nossa capacidade poética e inventiva na redação de um texto. Tento assim, fazê-los desaparecer, seja como for, a cada novo surgimento.

Já o meu amigo e companheiro de jornal Luiz Heitzmann tem o estranho hábito de roer a colherinha do café que ele tão habitualmente toma, nos pequenos intervalos do seu extenuante trabalho de WM. O curioso é que ele não parece sentir tanto prazer ao tomar o café, mas sim, em roer este pequeno e não tão prático utensílio, já que em geral ele cai inteirinho dentro do copo de café ou se faz presente na nossa boca ao ingerirmos o dito líquido que, na verdade é como o morango: seu cheiro é muito melhor que o seu gosto.

Ainda dentro dos domínios da Syngenta há também o consultor Thiago Manoel. Com quase 2 metros de altura e sendo extremamente magro – de frente parece que está de lado e de lado parece que já foi embora – este rapaz tem o incrível hábito de comer aproximadamente 5 ou 6 tipos de sobremesas diferentes no almoço. Isto atrasa muito o almoço do resto da baianada (eu, Luiz, Carlos Renato, Rodrigo Menezes e Juninho Pernambucano, vulgo José Armando), que tem que ficar o aguardando terminar sua pequena refeição. Claro que nós ficamos ansiosos para irmos ao nosso passeio diário de almoço pelo hotel vizinho ao nosso cliente – nada mais, nada menos que o imponente hotel Transamérica. Lá gostamos de caminhar e falar da vida alheia. Acontece que dias destes apressamos muito, acredito eu,  o Thiago a acabar com o seu prato de refeição e, ao caminharmos pelos jardins do hotel Transamérica ele se sentiu mal e passou a ter seu almoço empurrado (no bom sentido) de volta para ao mundo, pelo mesmo lugar por onde havia entrado. Aos olhos atentos de Pindorama com suas exclamações como “Nossa senhora, agora ele morre”, pessoas evitavam passar pelo lugar do incidente. Passado este acontecimento, Luiz Heitzmann disse que agora, no hotel Transamérica, haveria não só um campo de Golfe, como também um ‘Campo de Gorfo’.



Escrito por Remmelento Humano às 22h12
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Continuando dentro do campo escatológico, falarei de dois hábitos estranhos que acompanhei dentro do banheiro da Syngenta. Nesta empresa, há um rapaz, que eu nunca vi sem estar com o celular na orelha. É incrível. Dias destes entrei no banheiro e ouvi uma conversa. Claro que pensei que havia duas pessoas nesse lugar, mas não, era uma só, urinando e, ao mesmo tempo falando ao celular. Fiquei estarrecido ao imaginar se ele errasse a ordem dos fatores e qual seria o produto disto. Rapidamente saí do banheiro e mais tarde, por conta de necessidades fisiológicas, resolvi regressar a este lugar. Percebi que uma das ‘casinhas’ estava ocupada. Até este momento, tudo na plenitude da normalidade. Porém esta situação foi interrompida por um barulho do tipo ‘zzzipp’. Sim, acreditem, era o barulho do fio-dental sendo tirado da caixinha. Não conseguia imaginar alguém no trono, expelindo os dejetos de uma prazerosa refeição e, ao mesmo tempo, passando fio-dental. Fiquei tão enojado, que mais uma vez fui obrigado a retirar-me do recinto.

Agora, o pior é quando uma empresa define um hábito como regra. Por exemplo – imagine um cidadão que tem como hábito, fumar no banheiro. Claro talvez o cheiro do cigarro seja mais agradável que os demais odores que existam neste recinto. Porém os males do cigarro são infinitamente piores como todos já estão cansados de saber. Então imagine o que é uma empresa transformar o banheiro em fumódromo. Sinceramente, acho difícil de entender.

Tão difícil de entender é o hábito do gerundismo. Apesar de ser tão combatido nos dias atuais ainda é utilizado por muitas pessoas que acham bonito dizer “vou estar fazendo”,  “o projeto estará dando” e coisas assim. A Softtek é uma empresa que possui muita gente que fala assim. Aliás parece um pré-requisito para certos cargos. Um amigo meu, professor de português, costumava dizer que se você fala “eu farei”, é certo que você fará o prometido. Já, se você disser “eu vou fazer”, pode ser que você faça ou não, porém, caso se diga “eu vou estar fazendo”, você nunca realizará o que está prometendo. Daí se explica a utilização tão freqüente por certas pessoas na Softtek.

Para finalizar, lembrei-me de um hábito estranho, não me recordo ao certo quem era, mas creio que era no Abbott – havia um rapaz que se vangloriava de, ao passar fio-dental, comer os restos de carne que estavam entre seus dentes. Fala sério, vai ser esganado em outro planeta.

Agora termino aqui, protestando contra este malfadado editor inventado por Bill Gates, que me fará perder mais tempo tentando descobrir o significado de tantos sublinhados vermelhos, que o tempo que levei para escrever este editorial. Ainda que em muitos eu já tenha parado e verificado o que era.



Escrito por Remmelento Humano às 22h12
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Frases inesquecíveis

“O que é uma listra a mais na zebra!!!”

Alexandre Zacheo, o maior de todos os frasistas.



Escrito por Remmelento Humano às 22h12
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Ombudsman  -    É o sinal dos tempos – edição 39 agradou a vários leitores

 

Apesar das milhares de cartas de elogio à edição 39, começarei comentando as cartas que foram enviadas à nossa redação, por consultores SAP dos módulos de FI e CO, reclamando sobre o preconceito e o desprezo que o nosso editor-chefe demonstrou ao escrever o editorial da última edição do Remmelento. A reclamação se deve à polarização entre as frentes logística e de vendas, feita por Luiz Heitzmann, onde dá a entender que só existem ou só têm importância no mundo SAP, os consultores MM e SD. Interpelei Luiz, pelo MSN, ferramenta que quase nunca utilizamos, sobre este suposto desprezo. De bate-pronto respondeu: “Mas era só o que faltava. Ter que dar crédito a um módulo que cuida basicamente de ficar trocando arquivos com os bancos (FI) e outro que passa os dias olhando para relatórios (CO). E ainda por cima, só arranjam o que fazer se MM e SD fizerem sua parte. Vou tomar uma cerveja”. Sandro, também questionado sobre o assunto, entra em defesa ao seu editor-chefe e diz: “o que o pessoal de FI queria? Ao invés da polarização, queria que fosse feito um ménage à trois? Ou ainda, um ménage à quatre? Que boiolice, fala sério? Estamos falando de módulos sérios e que fazem a empresa ganhar dinheiro”.

O leitor Diogo Silva nos envia uma cópia de e-mail, de uma pessoa que assina por Anônimous e que se diz representante de uma tal de UIPA – União Internacional Protetora dos Animais. Menciona, entre outras coisas, que o zoológico citado no editorial de Sandro Delgado fere várias normas de bons tratos aos animais, além de não haver nenhum programa para reprodução do Tigre Siberiano em cativeiro. Perguntado sobre o assunto, Sandro responde: “Anônimous, tudo isto seria verdade caso o texto ao qual o senhor se refere não fosse uma fábula. Então, por favor, que tal primeiro você tentar processar o caçador da estória do chapeuzinho vermelho antes de me encher o saco?”.

Já o leitor GDV apesar de tecer grandes elogios ao Remmelento, reclama da não inclusão de seu nome na lista de assinantes do supracitado periódico. Luiz diz para o leitor se acalmar, pois na verdade são poucas as pessoas na lista de assinantes. Na verdade Luiz conta com o efeito vírus para a divulgação do nosso jornal, com o que se assemelha bastante – a partir de uma máquina, infecta várias, causando danos irreparáveis a várias pessoas.

Wagner Rodrigues, o brasileiro na Alemanha e nosso grande leitor e fã, faz intensos elogios e compara o texto escrito por Sandro como uma espécie de “Revolução dos Bichos”. Sandro agradece o elogio, mas diz que não pensou em nada disso. E finaliza: 'Só quem está na selva ou já esteve, é que entenderá’.

Léo Gasparini, pergunta porque o ombudsman utiliza ‘que vão estar contatando’ e não ‘que vão contatar’ em seu texto da última edição. Meu amigo, o objetivo deste jornal é ser compreendido por todos. Como a maioria dos leitores é da STK faz-se necessário usar, vez ou outra, o gerundismo para melhor ser compreendido, já que tal construção é praticamente um cânone da verborragia gerencial de algumas áreas da STK.

Para encerrar, gostaria de avisar às pessoas que fizeram denúncias sobre o paradeiro da gerente que levou o cachorro ao projeto ou sobre os autores de tradução ‘Cocaine Glue’, que podem ficar tranqüilas. As suas identidades ficarão em segredo. Afinal, como pode ser percebido, todas as pessoas que escrevem este jornal sabem manter um segredo como ninguém.

 

Quer fazer elogios, críticas ou sugestões para o Remmelento Humano? Escreva para o Ombudsman – envie seu e-mail para ednorton@uol.com.br.



Escrito por Remmelento Humano às 22h11
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O professor Logofredo Jarrão está bombando na lista dos best sellers com o livro “Aprenda português com música”. Sua lista de clientes não pára de crescer e, em breve, está previsto o lançamento de um serviço delivery, "Portuguese in Box", e de um rede de franquias " A Casa do Pai dos Burros". Tudo isso para melhor atender os  perseguidos à toa só pelo seu jeito peculiar de se expressar. Será que nunca ocorreu a esta gente que somos descendentes de um bando de brucutus que mal e porcamente se entendiam grunhindo sons incompreensíveis. Pois é, daqui em diante o que vier é lucro. Continuem a contribuir mandando suas pérolas para remmelento@uol.com.br

"escabilidade" Marcos Brum “ And she´s buyng / a stairway to heaven " Muito mato queimou ao som do dedilhado de Jimmy Page e a voz de Robert Plant. Mas nem todo delírio é capaz de supor o mundo fascinante de nossa imaginação. Ainda mais quando nos entregamos ao devaneio de se criar uma palavra nova. Que o diga o nunca esquecível Marcos Brum. Nesse mundo que nos impele a sempre buscar um degrau a mais rumo a um topo que ninguém sabe onde fica, nada mais natural que a necessidade de se habilitar para essa subida. É primordial que estejamos preparados para galgar um a um os tortuosos passos para o sucesso. Logo, é mister ter “habilidade” para subir estas escadas que o destino nos coloca como um desafio. Daí, nada a reclamar quando o “nosso guia espiritual” tenta nos “brifar” metaforicamente sobre nossa próxima “learning lesson”.

"Lesura do processo" Salomão Tadeu Ascar “Tão minha e tão mulher / amada onde estiver / a quero tão pra mim / ainda quero sim / seja de que jeito for / marcado pelo amor...”. Rapaz, não é fácil ouvir um “Tranquei a Vida” de Ronnie Von. Só mesmo neste espaço de congraçamento e tolerância. Muito dá o que pensar esta fala de nosso alcaide. Poderia ser algo relacionado com a condição de lesados? Daí que estaríamos falando de uma legítima “dança dos desesperados”. Ou seria o caso de falar naquela “lesera” que caracteriza as festas baianas, principalmente aquelas depois do almoço. Ledo engano. Vocês nunca ouviram falar do manjadíssimo ditado “Para bom entendedor (ou melhor, entendido), meia palavra basta?”. Então, neste caso, vossa senhoria quis de fato, franquear o convite para que conheçamos a “(be) lezura do processo” que ficou o máximo, tudo, divino, um arraso e acima de tudo, abalou Bangu. Esse processo ficou tudo-de-bom.



Escrito por Remmelento Humano às 22h11
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"impregnada Marcos Brum  Você diz que me adora / Que  tudo nesta vida sou eu /  Então eu quero ver você /  Esperando um filho meu”. Aí sim ! "Uma vida só", mundialmente conhecida como "Pare de tomar a pílula" com Odair José é como um bálsamo no grande pavor que o mistério da vida nos desperta. Assim também o cliente fiel Marcos Brum tenta aplacar a tensão natural enfrentada por quem tem que se virar tanto em inglês quanto em espanhol e, mais amiúde, no velho e bom português. Nada melhor que tentar encontrar a boa solução do meio termo. Um pouquinho de "pregnant" aqui mais uma pitadinha de "embarazada" acolá e. depois de cozinhar em fogo brando, está pronta mais uma saborosa palavra do mais puro "spanglish" moderno. Tenha apenas o cuidado de não dirigir a palavra para uma moça que tenha tendência de, digamos, "cheirar um pouco mais forte". Pode ser muito embaraçoso.

 "hortopédico " Alexandre Dividino “Here a little song I wrote / You might want to sing note-to-note / Don´t worry, be happy”. Que elixir de esperança e leveza Bobby McFerrin nos oferece com a desencanada "Don´t worry, be happy". Coisa para espíritos leves. Gente pra cima como Alexandre Dividino que não está nem ai para o que falam já que nada fez de errado. Ferozes detratores insistem em denunciá-lo só por causa de uma palavra que os dicionários (ainda !!!!) não descobriram. Isso por que seus autores têm preguiça em pensar. Afinal, o que seria um horto? Até as pedras do chão sabem que trata-se de um jardim. E o que mais poderia haver num jardim? Crianças do prézinho 1 sabem dizer que são plantas e árvores. Logo, pés de plantas e árvores. Preciso ser mais claro? Hortopédico é um jardim repleto de pés de alguma coisa.

"baixo assinado" Sérgio Fujimoto “ São tantas coisinhas miúdas / roendo, comendo / amassando aos poucos / com nosso ideal”. Deus me defenda da vontade que dá de ir para um boteco falar mal do governo quando se escuta "Grito de Alerta" do Gonzaguinha. O Fujimoto deve ter se lembrado dos seus tempos de tomar cerveja morna no Centro Acadêmico e criticar a diretoria opressora da Faculdade. Todas as ameaças não foram suficientes para fazer com que aqueles porcos capitalistas abaixassem o preço da mensalidade. Greve, passeatas, comícios, nada enfim foi suficiente para conter a sanha arrecadadora dos magnatas do ensino. Último recurso foi pegar o "bicho" mais franzino da faculdade e enviá-lo semi-nú á diretoria. Sua pele foi inteiramente coberta com palavras de ordem e reinvindicações. Surgia a modalidade do 'baixo assinado. Por falar nisso, vocês repararam que o Zé Paulo quase nunca fica de bobeira no escritório? 



Escrito por Remmelento Humano às 22h11
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"Redezenho " Eduardo Vargas  Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo /  E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo" . A que infância remontamos quando ouvimos a belíssima toada "Aquarela" de Toquinho. Quem é capaz de esquecer, do Grappete, da Crush que vinha com fragmentos de bagaço de laranja na garrafa e a Gini com sabor acentuado de limão? Bons tempos de escola. Melhores ainda eram os domingos com a maratona que começava com o "Domingo no Parque", "Qual é a Música", "Cidade contra Cidade" e culminava com o 'Show de Calouros". Aquilo sim era dez. Se pudéssemos redesenhar nosso presente com os valores deste glorioso passado, faríamos, como propõe o gauchesco Eduardo Vargas, um "redezenho" de tudo isto que está ai. Que saudade do meu "Montreal - Antimicrobiel"!.

"Incarreta" Paulo May - " Meu candiá / Incandiou / Eu vim pro samba / Vim sambar com meu amor". A pista lota logo após esta introdução clássica de "Samba pras Moças" do sóbrio Zeca Pagodinho. Assim como minha caixa de e-mail com um punhado de gente querendo ver sangue onde não há motivo para tanto. As pessoas hoje em dia perderam o senso a respeito do limite entre as palavras e as coisas. A relação entre o que se diz e a coisa em si. Quando digo algo, por exemplo "que droga" isso pode acarretar muita coisa inclusive uma parte da minha visão de mundo. Mas trata-se de uma pequena parte. Cabe até numa camionete. Já se eu digo " Ai que merda", já deixo transparecer muito mais a respeito do que vejo no mundo. Daí que é necessário uma carreta inteira para levar. Logo, como bem lembra o bom Paulo May, falar que "tá tudo uma merda só" "incarreta" num monte de outras coisas.      



Escrito por Remmelento Humano às 22h10
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HISTÓRIAS DO JAMBRO

Por mais que se tente esconder não se pode se blindar a verdade por muito tempo. E a grande verdade é que nosso meio ambiente é uma caixa de ressonância do que se passa no país. Contemos a e estamos contidos na mais genuína brasilidade. Assim, na nossa microfísica do poder, também não nos resta outra alternativa senão mergulharmos com gosto no fabuloso  

Festival de Escândalos



Escrito por Remmelento Humano às 22h10
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Polícia Federal indicia mais um acusado de corrupção

Pedreira – A Polícia Federal expediu ontem mandato de prisão preventiva contra o lobista Leonardo Gasparini, o Léozinho Pedreira. Ele é acusado de receber propina do gerente de projetos Reinaldo Sima sob a alegação de protege-lo contra uma investigação jornalística a ser levada a cabo por esse jornal. A Polícia chegou até o meliante após escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Veja trechos abaixo:

Reinaldo - Alô, Léo ?

Léo - E ai Reinaldo, tudo em Sima?

Reinaldo – Puta merda, toda vez esta piada?

Léo – Foi mal...que que manda?

Reinaldo – Cara, preciso de sua ajuda urgente. Você tem ainda aqueles contatos com os Remmelentos?

Léo – Claro, aqueles trouxas tão na minha mão....mas o que tá pegando?

Reinaldo – Pois é...eu tava na Colômbia e naquela correria e coisa tal fui explicar que uma situação crítica era marcada com sinal vermelho e falei que era sinal “bermerro”

Léo – PUTA QUE PARIU !!!! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Reinaldo – Você vai me ajudar ou vai ficar zuando?

Léo – Cara, desculpa ai......que treta.....hahahaha. Bom, vou precisar de uma grana boa para segurar aqueles caras. Tipo: Dois Zero Zero.

Reinaldo – Tudo isso? Caramba. Bom pelo tamanho da cagada. Mas é certeza? Não tem erro?

Léo – Claro, mano. Opa. Eu sou firmeza. Pra você ter uma idéia, o Emilio Chioffetti falou “buelo de fubá” e até agora aqueles palhaços não publicaram nada. Vai por mim.

Reinaldo – Então tá. Me dá uma força ai irmão. Tô precisando.

Léo – Deposita na conta e deixa comigo que tá suave.



Escrito por Remmelento Humano às 22h10
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O delegado Waldemar Gomes Silveira responsável pela Operação “Habla Horrores” está confiante na prisão do lobista nas próximas horas:

- Já estamos no encalço deste marginal desde o começo do ano.

O delegado refere-se às diligências impetradas por ocasião da Operação “Speaks a Lot” que foi em socorro de Talis Treichel. Veja os trechos:

Talis – Cara, me ajuda pelo amor de Deus

Léo – Que que foi mano?

Talis – Eu odeio participar de conference mas tava lá, quietinho no meu canto. De repente algum filho da puta me perguntou: “Mr Talis, are you there?”

Léo – Certo. E ai?

Talis – Eu nem pensei. Respondi: “Yes, I´m there !”

Léo - PUTA QUE PARIU !!!! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Talis – Dá para ajudar ou vai ficar tirando sarro?

Léo – Tá bom. Deposita 150 e deixa comigo que tá suave.



Escrito por Remmelento Humano às 22h09
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Operação “Às no volante” prende executivo de contas

São Paulo – A Polícia Federal deteve em flagrante o executivo de Contas Hamilton Nobre, o Carmagedon numa operação que envolveu seis viaturas, um pé de cabra e um saco de jujuba. A perseguição parou a rodovia dos Bandeirantes no meio da tarde e teve cenas cinematográficas. Passava das 15 horas quando o alucinado piloto tentou ultrapassar a cancela do “Sem Parar” a 85 km por hora, mesmo sabendo que a velocidade máxima permitida é de 40 Km por hora. Como a cancela não abriu, o motorista teve que frear bruscamente assustando a todos.

Apesar da advertência verbal e do susto causados, na próxima praça de pedágios a cena se repetiu, inclusive com a não-abertura da cancela:

- Pó brother, pediram para eu reduzir eu pisei no “desembreia” e cheguei a 60 -  disse o motorista detido. “Não ta bom? Estas cancelas são devagar demais pro meu ritmo, brou”.

Insatisfeito com as evasivas do meliante, o delegado Juvenal Palhares que comandava a operação abriu inquérito contra o acusado. Inquirido a respeito de um possível não pagamento das mensalidades do sistema “Sem Parar”, o acusado respondeu:

- Ué? Tem que pagar? Todo Mês? Não tava sabendo....

O motorista ainda tentou empreender fuga e desta vez, para não levantar suspeitas, resolveu usar o sistema convencional de pagamento de pedágio. O plano quase deu certo e só foi descoberto por que parou diante uma cabine fechada e com um sinal vermelho.

Conduzido a Sede da PF em São Paulo, teve sua pena aumentada uma vez que sua carteira de habilitação estava vencida:

- Tem isso também? Pelo menos agora eu tenho alguma coisa que vence porque o Timão tá foda....Mesmo assim é muito complicado dirigir em São Paulo.



Escrito por Remmelento Humano às 22h08
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Mais dois presos na Operação “Picolé na testa”

 

 

São Paulo – Duas faculdades foram interditadas na tarde de hoje como parte da Operação “Picolé na testa” que visa desbaratar uma quadrilha que vendia diplomas universitários a pessoas sem a mínima condição de possuí-los. O nome das faculdades será mantido em segredo até o final das investigações.

A polícia começou a investigar depois de uma denúncia anônima envolvendo o consultor Diogo Iran. Ele tornou-se suspeito depois de colocar o pó de café no espaço reservado para água em uma cafeteira elétrica.

- É impressionante a cara de pau do sujeito que nos disse ainda que era pós-graduado em logística – reclamou o delegado Ilton Paranhos.

Também está sendo investigado um aspirante a delegado. Alexandre Hernandes, o Lingüiça, começou a levantar suspeitas quando, diante de um cliente com sérias dificuldades em mover o pescoço, tentou conforta-lo dizendo que “esse coisa de torcicolo é chata pra burro”.

Ao saber que se tratava de uma seriíssima doença degenerativa que requeria intervenções periódicas para conter o seu avanço, passou quinze minutos pronunciando a expressão:

-É pois é....é fogo, né. É pois é....é fogo, né. É pois é....é fogo, né. É pois é....é fogo, né. É pois é....é fogo, né. É pois é....é fogo, né. É pois é....é fogo, né.



Escrito por Remmelento Humano às 22h07
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